SUPERENDIVIDAMENTO, A CATÁSTROFE EVITÁVEL Abril de 2025 O tema superendividamento é pauta no país da volta da inflação, fruto da péssima gestão do dinheiro público pelos governantes, e da corrupção que contamina as instituições. Parte do endividamento vem do jogo. Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil informam que se joga no país a cada mês 30 bilhões de reais. Esta estatística indica o absurdo crescimento do endividamento, principalmente das pessoas mais simples, que recorrem a todo tipo de emprestadores prendendo-se a uma situação difícil de escapar. A elas é oferecido, por exemplo, o "consignado do trabalhador", com dinheiro de seu próprio FGTS, crédito "concedido" por bancos a juros altos que assim engordam seus próprios lucros. Sem educação financeira, esses "créditos" funcionam como novas algemas que as prendem por mais tempo. O utras estatísticas se ligam a essa das apostas em bets como é a da proporção da população que vive de bolsa-fam...
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2024, O ANO QUE TERMINOU. 31 de dezembro de 2024 A cada 31 de dezembro celebro o que há de mais importante na vida: o dia da chegada de um filho. Há 54 anos, à meia noite, eu via pela janela de meu quarto as luzes dos fogos que estouravam pela passagem do ano quando a equipe do Hospital Fêmina entrou no quarto trazendo o meu bebê, nascido às 22h. Para mim, o mundo celebrava, comigo e com minha família, a chegada de César Augusto, meu primogênito, 4 kg, parto normal. Parabéns, filho, pelos seus 54 anos neste 2024! Despedimo-nos de 2024 prestando homenagem aos que perdemos, e aos voluntários que, chegados de toda parte do país e do mundo, somaram-se aos gaúchos e gaúchas no enfrentamento desse que foi o gigantesco desafio trazido pela catástrofe das enchentes. Com os voluntários ganhamos uma enorme família em 2024. A todos, nossa gratidão. Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo! Para lembrar que a vida anda como uma moeda cunhada em duas faces. cito outro ano, o de 2009, o a...
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PORTO ALEGRE 2024: PESSOAS, FLORES, CORES E LIVROS 30 de novembro de 2024 Quando chega setembro, Porto Alegre se veste de lilás com as flores da estação nas muitas árvores do Centro Histórico e dos bairros. Quando chega novembro, as ruas e praças trocam de cor com suas árvores floridas: são o amarelo dos guapuruvús majestosos, e o vermelho dos flamboyants maravilhosos. Colorem a cidade e duram pouco - até o próximo temporal. Enquanto duram os lilazes, os amarelos e os vermelhos, vem junto com eles a Feira do Livro. Em cada canto se respira cultura. Neste ano, parece, com mais vigor. Queremos nos encontrar de todas as maneiras, depois do enfrentamento da catástrofe das grandes enchentes, quando ainda não estamos curados das perdas da pandemia do coronavírus. Neste mês de novembro somos premiados com sessões de autógrafos em três lugares e três mensagens bem distintos. No Museu Iberê Camargo, o livro de Jorge Gerdau; na Livraria Santos, o do fotógrafo Natham Carvalho; e no Boteco Co...
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ARTE: O FIO DE ARIADNE, PARA ALÉM DO ARCO ÍRIS. Do fio se tece o tapete. Dos mitos e símbolos é contada a História. Esta é uma breve história de vida feita de mitos e símbolos colocados em tapetes que teci nos tempos da pandemia de 2020 e das enchentes de 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul. Sobre tapetes. (1) J untei O Fio de Ariadne e O Mágico de Oz à minha jornada política. O Fio de Ariadne é um mito antigo sobre a vida como um labirinto, sobre o amor, e sobre a lição que o herói tem que vivenciar para sair dele. Entrar não é difícil. Sair sim. Para Além do Arco Íris ( Over the rainbow) , é o título da música do filme O Mágico de Oz , que trata da jornada de Dorothy, de um temporal, e de sua busca mágica. Sua refilmagem foi vencedora do Oscar deste ano com Wicked. Os tapetes fiz durante a pandemia de 2020-2022, bordando esses dois mitos, que se entrelaçam em pontos feitos de lãs de diferentes qualidades compradas no...
CENSURA: A PRAÇA, A TORRE, E A DEMOCRACIA
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CENSURA: A PRAÇA, A TORRE, E A DEMOCRACIA Novembro de 2024 H oje é dada uma notícia extraordinária: Elon Musk, que comprou o Twitter trocando seu nome por X, que tem a r ede de satélites que liga milhões de pessoas em todo o mundo via Interlink, e a SpaceX, empresa aeroespacial de satélites e foguetes, vai ser ministro-secretário de Trump, presidente eleito dos Estados Unidos. Enquanto isso, o Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil Alexandre de Moraes decretou censura ao X até que terminassem as eleições municipais deste ano. O mundo dá piruetas. Continuará dando. E nós? Figura 1 Figura 2 A censura é sintoma de uma democracia sob ataque. Augusto de Franco, autor de Como ...
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ENCHENTES DE 2023 E 2024: A SOLIDARIEDADE MANIFESTA 19 de novembro de 2024 O Rio Grande do Sul recebeu, durante as catastróficas enchentes de 2023 e 2024, um monumental movimento de voluntários. Gente vindo de todo o país e do mundo chegaram pelas estradas que restaram, e os aviões apenas pela Base Aérea de Canoas, pois o aeroporto de Porto Alegre ficou submerso Além da catástrofe climática e da perda em vidas, levantou-se todo tipo de emoções e sentimentos que funcionam como alimento para o significado da vida. As águas em volumes nunca vistos em poucos dias não escoavam, e só vieram a baixar totalmente meses depois. Tudo o que a fazia escoar em tempos "normais" deixou de funcionar. Em tempo real foram transmitidas imagens como a do cavalo Caramelo que ficou se equilibrando em pé por 3 dias num telhado (Figura 1), as do movimento incessante de canoas, jetskis, barcos de todo tipo navegando onde antes existiam ruas, para resgatar gente e animais por tudo o que ficou ...
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O MUNDO PÓS-PANDEMIA: FREUD, O VOTO E A LICENÇA PARA VIVER 04 de junho de 2022 O mal-estar na civilização foi carta escrita por Freud (1856/1939) na virada para o século XX em que explica a sensação advinda do choque entre o indivíduo e a sociedade que ele mesmo cria. Essa mesma sensação é evidente nos tempos atuais. A Europa vê retornar, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, a sombra de guerras acontecidas logo depois do que escreveu Freud. As guerras, contemporâneas das pandemias, mataram no começo do século XX, milhões de pessoas em todo o mundo. A guerra é uma licença para matar. As pandemias, por outro lado, não pedem licença, matam. Figura 1: Freud O nosso mal estar atual é de o tempo da Criptomoeda, do Metaverso, do Matrix. Um choque entr...