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Mostrando postagens de setembro, 2026
 HISTÓRIAS DE UM SÉCULO COM  MINHAS AMIGAS OPEN HOUSE Fui criada vivendo em casas com quintal e portão que se abria com a mão. Qualquer mão, a partir da calçada. Casas abertas, sem grades ou trancas ou chaves, embora morasse na megalópole em que se transformava São Paulo. No bairro. Família grande, seis irmãos, com o pai de família de 11 irmãos, e mãe de outros tantos. Filhos de imigrantes. Famílias grandes pedem casas abertas, e as nossas eram. Tínhamos vizinhos, um curtia e cuidava do outro. A Grande Família. Parece outro mundo, coisa de ficção, de utopia, mas foi real e não faz muito . A história registrada do século XX, há apenas 125 anos, 4 gerações, soma-se à história da Humanidade que se conta em milhões de anos. Tudo foi mudando mais rapidamente naquele século XX, e muito mais ainda neste novo milênio. Enquanto tudo mudava nossa geração continuou com o convívio  open house herdado dessa jornada não tão longa.   No nosso grupo de vôlei algumas jogadoras progra...
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 UMA SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA 2026 Na virada para a primavera deste 2026 reuní pequenos grupos de longo convívio para celebrar a primavera. Assim fizemos um encontro 4 em 1 e aliviamos a agenda de segundo semestre, que já anda ficando cheia nesse novo modo de vida pós pandemia e enchentes, e que vem na onda do viver-em-rede. Vai ficando difícil arrumar datas para encontros, tanto quanto vai ficando difícil de selecionar o que se aceita de informação por elas, as redes. O tempo encurtou, acelerou, apesar de os ponteiros do relógio de pulso que uso avisarem que o tempo real, o da volta da terra em torno do sol nesta que é uma das bilhões de galáxias do universo. Ufa. Deu certo. Celebramos a vida com quem pôde vir, e quem não pôde as redes ajudaram, colocando em contato quem está longe, a contarmos histórias de modo compartilhado. Claro que nada disso substitui a memória de cada um se entrelaçando nos relatos feitos pelos que falaram pelos grupos. A riqueza, na verdade, está nas memórias...
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  A RIQUEZA HUMANA NA ARTE DOS ENCONTROS         A  vida nos brinda com o encontro. Vamos nos encontrando com pessoas que navegam no mesmo barco e caminham nas mesmas veredas, construídas por relações firmes que perduram ao longo da jornada. Alguns têm uma habilidade muito especial de promover encontros para celebrar a vida, ouvir histórias, incrementar opiniões, alimentando a grande virtude de sermos amigos. Fernandinha é uma dessas pessoas.      A habilidade de formar grupos, de participar de outros pela arte da literatura e da ação política, de alimentar amizades, de compartilhar viagens, vive e se manifesta na Fernanda, a poeta, professora, a energia na forma de gente. A habilidade se transforma em arte quando faz caber no casulo do corpo o infinito da mente. Assim é Fernandinha de Gravataí que, muito pequena, nos procurou em meio a campanhas políticas contribuindo com seus desenhos, suas poesias, sua alegria e seu entusiasmo. Nunca ...
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  O FIO DE ARIADNE, PARA ALÉM DO ARCO ÍRIS (I) Tem um fio invisível, imaginário, feito de mitos e símbolos, que conta a história de cada um e a História de todos. De fios são tecidos os tapetes, como os que criei nos tempos da pandemia de e das enchentes entre 2020 e 2024 no Rio Grande do Sul. Desafios desse porte nos lembram da vida como um labirinto do qual é preciso achar a saída. Nos anos de pandemia, de 2020 a 2022, foi decretado o fique em casa, e no mundo todo o uso das comunicações via internet foi vital. Vídeos caseiros amenizaram o isolamento forçado, e milhões tiveram que aprender a usar as redes digitais para o dia-a-dia. O grande desafio era, ganhando consciência do tamanho da tragédia e suas consequências, viver as horas do dia criando modos de viver novos. Bordei tapetes, o mesmo tema em várias versões, durante a pandemia. Logo depois vieram as enchentes no estado.   A mobilidade foi de novo interrompida com cidades sitiadas, pontes arrastadas, estradas ina...
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  Minha amiga Cecília Hoje nos despedimos da minha amiga-irmã, Cecília Fazzio dos tempos em que, ainda não casadas, trazíamos o nome do pai como sobrenome. Hoje sou Rorato Crusius, e Cecília é Fazzio Massiero. Das lembranças que tenho de minha infância e juventude em São Paulo, nenhuma é tão mais viva e presente quanto a dos anos em que fomos descobrindo de nós e da vida até que, como é da vida, eu fui para Nashville e depois vim para Porto Alegre. Vivo aqui há muito mais tempo do que em São Paulo. Ela permaneceu em São Paulo, e neste mais de 70 anos de distância jamais deixamos de nos falar em cada aniversário, a cada novidade, alegre ou triste, como é natural para os que seguem o fio da vida sem rompê-lo - só o valorizando. Assim foi comigo, assim foi com todos que tiveram a alegria de privar com ela. Quem tem uma amiga-irmã sabe do que estou falando. Nosso começo foi  na rua das Camélias, no bairro com nomes de flores, sem calçamento e muito folguedo na rua, inclusive jogan...