UMA SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA 2026


Na virada para a primavera deste 2026 reuní pequenos grupos de longo convívio para celebrar a primavera. Assim fizemos um encontro 4 em 1 e aliviamos a agenda de segundo semestre, que já anda ficando cheia nesse novo modo de vida pós pandemia e enchentes, e que vem na onda do viver-em-rede. Vai ficando difícil arrumar datas para encontros, tanto quanto vai ficando difícil de selecionar o que se aceita de informação por elas, as redes. O tempo encurtou, acelerou, apesar de os ponteiros do relógio de pulso que uso avisarem que o tempo real, o da volta da terra em torno do sol nesta que é uma das bilhões de galáxias do universo. Ufa.

Deu certo. Celebramos a vida com quem pôde vir, e quem não pôde as redes ajudaram, colocando em contato quem está longe, a contarmos histórias de modo compartilhado. Claro que nada disso substitui a memória de cada um se entrelaçando nos relatos feitos pelos que falaram pelos grupos. A riqueza, na verdade, está nas memórias vivas e que ninguém dos rouba, e não no que fica no que colocamos nas redes e vai para os data centers da vida, os espiões do milênio a serviço do Grande Irmão de Orwell e seu 1984. 



O salão de festas do edifício é pequeno, de tamanho certo para fazer caber os grupos, também pequenos. Primeiro, o das Gurias do Vôlei. Segundo, o dos gabinetes de minha vida enquando política eleita mantidos pelos que se tornaram os amigos. Terceiro, o da família, aproveitando que o Vini neto veio da Alemanha passar as férias escolares. 



Estava afônica e pedi para a Angela falar como mestre que ela é em conduzir reuniões de grupo. Escrevi pequeno roteiro para descrever porque estava chamando os amigos. Foram 7 os motivos. Depois da descrição de cada um, Angela pediria para falar uma pessoa de cada grupo. Deu certo. Deu link. Deu match.Que é o nome de um filme de 2025.



Aos 7 motivos: primeiro, o mundo celebrava a mudança de estação, e logo a lua cheia do equinócio da primavera, a lua da colheita, rodaria soberana nos céu. Primavera aqui, outono no hemifério norte, onde muitos dos nosso moram agora. Cada um com seu rito, do Yom Kipur aos desfiles nacionais e festas de igrejas às rodinhas nos parques. Segundo, para celebrar os aniversários do mês, rotina das Gurias do Vôlei, que estendemos aos demais. Terceiro, Andreia de primeira conquistou a carteirinha da OAB em meio a todos os seus gigantescos problemas. Os grupos já têm advolgada credenciada! Quarto, porque a nossa Margareth tiraria uma foto com João Guilherme e Vinícius, meus netos que ela formou - e como bem formou - enquanto dirigiu o Leonardo da Vinci. Quinto, para eu apresentar o mais novo candidato a estadual nas eleições deste ano, o 45678 Leonardo. Sexto, para apresentar o editor do livro I da minha trilogia a ser lançado em boteco do Quarto Distrito e depois na Feira do Livro de 2026. Sétimo, para juntar os gabinetes, outra rotina que tentamos fazer mensal.

Aí vieram as falas. O que dizer das falas... Quem viveu tem nas memórias o crescente até o auge emocional quando o neto João Guilherme pediu licença e falou. Supreendendo todos nós, falou aquele guri que elas, as pessoas presentes, conheceram no carrinho de bebê. E falou para agradecer a cada um pela jornada que vivemos juntos. E fechou Tarsila, psicóloga do grupo da família, falando sobre o tempo. Alí, fio condutor vibrante da vida, esteva o tempo. Que celebramos, celebrando a vida.

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