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  CAMPANHAS ELEITORAIS Hoje é dia de eleições. 25 de outubro de 2026. Começa a chuva mansa em meio à neblina. São 5:45. Levanto e escrevo. Depois vou rever neste domingo silencioso  The Social Dilemma , em português, O Dilema das Redes,   das mídias sociais, por muitos dos jovens que as criaram principalmente no Vale do Silício, Califórnia. É sobre como chegamos a isso que marca as últimas eleições polarizadas em todo o mundo. Fala sobre como a tecnologia é umbelicalmente ao dinheiro e ao poder dos homens. No mundo da geração Z, as estatísticas da polarização no mundo e a doença da desumanização nas relações humanas vai tomando espaço. O problema é concreto, é real, é o desajuste no tempo diferente entre a inteligência artificial, que evolui em escala logarítmica, e  inteligência humana, que evolui na realidade de evolução de nosso corpo, quase parada.  O documentário da NetFlix começa com a frase de Sófocles Nada entra no mundo dos homens sem uma maldição, d...
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HANNAS  Não há palavras bíblicas para as ações das mães, embora elas sejam provavelmente mais importantes que as dos pais. Antigos padrões são repassados de mães para filhas que têm filhas, que por sua vez... Talvez isso explique o motivo de mulheres acharem tão difícil apoiarem-se a si mesmas e utilizarem os direitos que uma sociedade igualitária tem a oferecer. (Marianne Fredriksson)               No último ano aumentou o número de crianças registradas com o nome Hannah. Sempre achei Hannah um nome lindo. No português é Ana, referência à mãe de Maria, mãe de Jesus – é no dia 26 de julho, dia de Sant’Ana, o Dia dos Avós. Dia em que meu pai nasceu, em 1911, e eu em 1944. Perguntei à Simone o que tinha levado sua filha única a dar esse nome para a neta, terceiro filho,  recém-nascida, pois me parecia um nome antigo. Muito antigo. "Está na Bíblia", respondeu. Tenho uma amiga Johanna, que conheci no Carnaval em Águas de São Pedro, nos idos dos a...
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  ÉRAMOS TRÊS, ERA 1960. Emma Luiza, Sandra e eu éramos as três meninas dentre os 48 da turma do Científico do Liceu Pasteur, em São Paulo. Meninas que escolhiam ciências éramos poucas para tentar faculdade na área. Iam mais para o Clássico, ou para Pedagogia para serem professoras, profissão que não exigia faculdade e abrigava a maioria das mulheres para a vida profissional, e educadas para o casamento.     No ginásio as turmas ainda eram separadas entre os meninos e as meninas, e no Segundo Grau podiam ser mistas. As coisas mudaram desde então, com o segundo grau sem divisão por área de conhecimento, e as meninas escolhendo o que querem ser na vida sem as limitações cultural e legal entre os sexos de então. E, sim, professores são mais valorizados. Buscando fotos para ilustrar o livro que escrevia, Fios Tecendo Vida , dei com registros daquele tempo. Convivíamos com os veteranos do Científico da Célia, do Bidito, da Carmem, do Paulinho. As fotos expressam alegria, ainda...
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  EVIDÊNCIAS DE NOVOS VELHOS TEMPOS Uma amiga próxima me pergunta quando escrevi o Fios Tecendo Vida para esta Feira do Livro de 2026 de Porto Alegre. Contei que fui escrevendo, um diário de todas as manhãs ao acordar, desde a pandemia de 2020, tempos do “fique em casa”. Não escrevi. Fui escrevendo, pelo fio condutor daquela experiência de peste pela qual minha geração ainda não havia passado. Havia ouvido falar da do começo do século XX, meus pais falavam sobre isso. Mas o século já havia mudado e cem anos depois vem de novo, milhões de mortos em todo o mundo. E o homem, com toda a sua ciência, não conseguiu dominá-lo. Como lidar com em vírus que dizima milhões por todo o mundo? A pandemia do vírus da COVID 19 é produto de um mundo totalmente conectado. Não é algo novo, pelo contrário. É o eterno jogo entre vida e morte marcando a passagem do Homem na Terra, andando para fazer comércio, criar impérios, conquistar territórios, fugir dos perigos. O vírus é de linhagem conhecida: ...
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  TUDO NO SEU TEMPO E EM SEU LUGAR.  OU, O TEMPO COMO UMA DIMENSÃO DA REALIDADE. Acordo com a chuva. Começo o dia lendo mensagens.  Sigo com o café e com as notícias de fontes que seleciono. Rádio, jornal, celular. Na Europa em alerta continua a guerra da Rússia com a Ucrânica. L eio as notícias sobre o 7 de outubro do massacre, há 3 anos, do Hamas em Israel, ruptura no já frágil equilíbrio que levou a guerra de volta à região.  Crueldades nunca dantes vistas foram mostradas ao vivo pelos terroristas, imagens transmitidas pelo celular na palma de cada mão. O mal tornado banal compartilhado ao vivo.  Pelo e-mail hoje recebo o artigo de Marcelo Maceo, na revista Inteligência Democrática , sobre o que mundo é esse ? Recorto do artigo que fala sobre o tempo: É tempo de eleições, acontecimento que mobiliza milhões de pessoas durante algumas semanas. Há emergência, há consequência, há política, mas mundo… exige mais. Mundo pede duração. Não duração no sentido de etern...
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 HISTÓRIAS DE UM SÉCULO COM  MINHAS AMIGAS OPEN HOUSE Fui criada vivendo em casas com quintal e portão que se abria com a mão. Qualquer mão, a partir da calçada. Casas abertas, sem grades ou trancas ou chaves, embora morasse na megalópole em que se transformava São Paulo. No bairro. Família grande, seis irmãos, com o pai de família de 11 irmãos, e mãe de outros tantos. Filhos de imigrantes. Famílias grandes pedem casas abertas, e as nossas eram. Tínhamos vizinhos, um curtia e cuidava do outro. A Grande Família. Parece outro mundo, coisa de ficção, de utopia, mas foi real e não faz muito . A história registrada do século XX, há apenas 125 anos, 4 gerações, soma-se à história da Humanidade que se conta em milhões de anos. Tudo foi mudando rapidamente naquele século XX, e aceleradamente neste novo milênio. Enquanto tudo mudava nossa geração continuou com o convívioaberto, tipo  open house,  herdado dessa jornada não tão longa.   No nosso grupo de vôlei algumas joga...