TRIBUTO A
CÉZAR AUGUSTO BUSATTO
Da Série Tributos
VI
15 de
abril de 2026
Atravessávamos
a rua para receber a aprovação pela Assembleia Legislativa de autorização para o
governo dar andamento e esse acordo internacional. Presto com essa foto um tributo a esse homem
público e político diferenciado que nos acompanhou, como a outros governos
democráticos, e não apenas na preparação do acordo para
reestruturação da dívida do estado através de empréstimo internacional, mas em muitas outras ações.
Figura
1: fevereiro 2008, autorização para contrato BIRD
Na campanha de 2006 ao governo do estado incluímos
no nosso plano de governo as sugestões do Pacto pelo Rio Grande – o Jogo da
Verdade, que ele havia coordenado como deputado estadual, e que foi aprovado
por unanimidade naquele ano. Busatto fez parte de um período muito rico do
nosso governo. Já havíamos colhido o IPO do Banrisul em julho de 2007 e
preparávamos o contrato com o BIRD, que veio se somar aos tantos passos que demos para
conquistar o déficit zero. Esperei por ele para chefiar a Casa Civil
porque ele coordenava a organização de um encontro internacional disruptivo sobre
governança local, especialidade com que ele liderava inovações pelas quais é
reconhecido. (Encontro
internacional de governos locais reúne prefeitos de 30 países em Porto Alegre
em
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/videos-bom-dia-rio-grande/video/encontro-internacional-de-governos-locais-reune-prefeitos-de-30-paises-em-porto-alegre-4247209.ghtml).
Deixando o governo estadual foi, de agosto a novembro de 2008, a convite da Universidade
de Stanford, participar de programa de pesquisa no Centro de Democracia
Deliberativa, liderado pelo Professor James Fishking. Realizamos mais tarde, em 2010, a primeira experiência de Democracia Deliberativa da América
Latina, para legitimar através da participação popular voluntária a nossa
política de valorização das carreiras de estado. Havíamos feito a política de valorização para todas as carreiras no
Plano de Reestruturação do RS, incluído no contrato para empréstimo de US$ 1,1 que permitiu a reestruturação da dívida pública, então impagável, e a concretização do
déficit zero.
Economista, deputado estadual,
secretário de estado dos governos estadual do RS e municipais de Santa Maria e Porto
Alegre, escritor, homem público que nos deixou cedo, em 2018. A ele, meu tributo.
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