PARA ROMPER O LOOPING POLÍTICO DA ERA DOS EXTREMOS 

16 de março de 2026


Recebi hoje da amiga Bia esta crônica do Estadão. A polarização domina o mundo como se vivessemos em um looping, sempre repetido pela falta de uma opção moderada para se sair da crise política aguda aparentemente sem solução que vivemos. Havia acabado de ler na Revista ID o artido valioso de Diogo Dutra Quando o Sistema Trava. Tudo a ver, sincronicidade funciona.


Tive na vida a oportunidade de mostrar que sim, pode-se sair desse looping. A nossa eleição para o governo do estado em 2006 foi citada como o exemplo brasileiro de que se pode sair dos extremismos. Assim foi com a eleição de Macron, na França, e de Lacalle, no Uruguai.  Boa companhia. O cientista político Carlos Pereira, autor do artigo que Bia me mandou, nos colocou juntos. É especialista no assunto. Numa eleição o debate livre, acompanhado por um projeto como o nosso que, apresentado por alguém que tenha liderança de modo a ser entendido, gera a confiança na decisão pelo voto que se deve conquistar numa campanha política. Assim a mudança sempre será possível, quando feita com compromisso e responsabilidade. Fizemos. 

O último período de democratização vivido no mundo foi de 1989, com a queda do Muro de Berlim, até 2001, quando foram derrubadas as Tõrres Gêmeas de Nova Iorque. Durou pouco, mas é a experiência exitosa de nossa era, vivida por quem hoje é adulto e se lembra. De lá para cá, o crescimento tem sido de tiranias e autocracias que se alimentam do medo, do uso privado do recurso público, das desigualdades dos mercados e rendas, da burocracia estatal servindo aos donos do poder e a seus parentes. Será 2026, este ano de novas eleições, com o cansaço dos povos com a realidade dessas tiranias e autocracias, com o populismo que grassa, uma boa hora para o início da mudança?  Pode ser.

ET: Tratei disso em crônica anterior, que reproduzo. Boa semana. 

https://yeda2024.blogspot.com/2026/03/2026-uma-oportunidade-para-saida-da.html

Comentários

  1. 2026 pode ser um ponto de inflexão. No meu entendimento, a polarização não desaparece de uma eleição para outra, mas pode diminuir significativamente quando há mudança simultânea de liderança, incentivos políticos e transformação da indignação em mecanismo abstrato que se torna concreto quando é exercido na prática.
    Sua crônica anterior traz preocupação real com governança, corrupção e segurança pública - temas que de fato impactam o desenvolvimento de qualquer país. Nosso Brasil já passou por ciclos de crise e recuperação. O que nos mostra que a mudança é possível quando há compromisso, responsabilidade, trabalho sério e capacidade institucional de enfrentar a corrupção. Da mesma forma, o combate à violência exige políticas coordenadas entre União, estados e municípios, como ocorreu em seu governo (Yeda Crusius 2007-2010), que promoveu importantes reformas no sistema de justiça e segurança do Rio Grande do Sul.
    Dito isso, importante ressaltar: corrupção e crime não são problemas exclusivos de um grupo ou ideologia - eles tendem a se infiltrar onde há fragilidade institucional e baixa responsabilidade.

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    1. Bom dia! Hoje é segunda feira e o PSD acabou de escolher o Governador Caiado para disputar a presidência da República. Então teremos um partido de centro, hoje gigante, na disputa para que 2026 seja, sim, um ponto de inflexão. Sugiro que leia o comentário de Rayan a uma das crônicas recentes (há 3), e se delicie com o que comentou, de ações das quais você foi atuante. Abraço saudoso.

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