MEU PAI, FRANCISCO
RORATO: UMA INTRODUÇÃO
Da Série Tributos (III)
31 de março de 2026
Um dos projetos da minha pasta de desejos é escrever sobre meu pai, Francisco Rorato. A ocasião é própria, quando está sendo preparado pela GLESP para 2027 o evento da abertura da cápsula do tempo que ele criou, entre muitas outras realizações. Nesta introdução compartilho documentos e fotos não trabalhadas, e que guardo em arquivos pessoais. Deixo aos editores de um próximo livro esta tarefa.
Atendo a muitos que têm me perguntado sobre ele. Sou a quarta de seus seis filhos, nascida
no mesmo dia, 26 de julho - ele, em 1911, eu em 1944, quando ele completava 33
anos, número de grande significado para a Maçonaria, instituição à qual se
dedicou a vida toda. Serviu até o cargo máximo de Sereníssimo Grão Mestre da
Grande Loja do Estado de São Paulo (GLESP), cuja sede na Rua da Liberdade em
São Paulo (Figura 1), que retirei da Revista A Verdade, é uma das suas realizações, assim como a revista que criou como jornalista. Sou, em muitos traços, bastante parecida com ele. Um deles é o gosto por história, o respeito pela verdade e pelo seu registro, depositado em muitas publicações. Tenho
grande orgulho e felicidade de ter acompanhado este grande homem durante
toda a sua vida, até seu falecimento em 1983.
Figura 1: Painel Francisco Rorato na sede da GLESP na Liberdade (SP)
Registro momentos comuns como este de 1961, quando celebramos em evento promovido pela Maçonaria nosso aniversário com seus amigos (Figura 2), muitos dos quais conheci na nossa casa em várias ocasiões de visitas, debates e campanhas.
Parte da família está na foto do bolo e dos parabéns, e à mesa principal.
Figura 2:
Aniversário Yeda e Francisco (1961)
Quando governadora, fui convidada para participar do evento da Assembleia Maçonaria Unida, em Caxias do Sul, em 8 de maio de 2007, no qual o homenageado foi meu pai. Com o ritual, a delicadeza e o cuidado próprios da organização de eventos maçônicos para registrar momentos históricos recebi uma Comenda, o vídeo sobre Francisco Rorato, e um quadro com sua pintura. Estavam lá o prefeito José Ivo Sartori, representantes de todas as religiões, e um grande público. Compartilho aqui o perfil do meu pai (Perfil.pdf), o pronunciamento do Grão Mestre na solenidade (Pronunciamento.pdf) e o convite (Maçonaria Unida.pdf). (Nota: para ler clique o link na opção "Abrir na leitura avançada".)
No convite há uma referência histórica de prática democrática na política, esquecida neste período em que o país passa por uma crise de valores e da própria democracia: o Pacto pelo Rio Grande (https://yeda2024.blogspot.com/2026/01/2009-coragem-para-inovar-na-educacao-do.html). O Pacto foi elaborado com a sociedade e aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Estado em 2006. Assinei compromisso com a Assembleia e incorporei as sugestões do Pacto ao nosso Plano de Governo, apresentado à sociedade na campanha de 2006 quando fui eleita governadora, e que foi guia para as políticas públicas do governo nos quatro anos seguintes.
Segue: a família de Francisco Rorato, em próxima crônica desta série.
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