ERIC
CLAPTON E EU
Da Série Além
do Arco Íris (I)
23de
abril de 2026, Dia do Livro.
Nem tudo que reluz é ouro é uma
expressão que alerta para a importância de olhar além das superfícies e
valorizar o que realmente importa, como diz a música “Nem tudo que
reluz é ouro, nem tudo que balança cai, nem sempre tem um tesouro, por onde a
gente vai” Carrossel (1989) de Chico Roque, Ed Wilson, Paulo
Sérgio Valle. Ou como diz a clássica “Over the Rainbow”, de Harold Arlen e Yip
Harburg, cantada por Judy Garland (1939), sobre o que existe para além do
arco íris.
Sexta-feira, dia 17, participei do VI Congresso Gaúcho de Direito Eleitoral em Canela, promovido pelo IGADE – Instituto Gaúcho de Direito Eleitoral. Uma das perguntas mais frequentes que recebo por quem acompanha política e eleições é “como a senhora aguentou toda aquela pressão durante seu governo”, referindo-se às crises sucessivas, agressões de cunho quase pessoal, a exposição diária nas narrativas do noticiário tipo "vende-se escãndalos" implacável, e que se sucediam sem parar. Em livro autobiográfico Coragem e Determinação. Um infinito ainda por fazer (Porto Alegre, AGE, 2014) coloco respostas para muitas questões como essa.
O que aconteceu naquele período, e que é História, foi descrito com fatos verdadeiros detalhados em Cabo de Guerra (Políbio Braga, editora do autor, 2012). Em Canela ofereci esses livros em resposta, reafirmando o que penso desde que me lembro por gente: cada dia oferece um infinito de oportunidades que aproveitamos desde que não nos deixemos atrapalhar pelos demônios de plantão sempre à nossa volta. Quanto aos ataques, sei que o tempo revela a verdade, como ensinou Sêneca. É só esperar. “Estóica?" perguntou-me o advogado em Canela. Pode ser. O tamanho do fardo corresponde ao do que se deseja construir. Pelo dicionário, estóico é alguém que permanece fiel a seus princípios mesmo diante de uma situação de dificuldade extrema. Guiada pelos valores que trago das minhas origens, da minha educação, do ensinamento das oportunidades aproveitadas e das parcerias construídas nos caminhos da vida, busco honrá-los sempre. E hoje, passado bastante tempo desde o governo (2007/2010), é reconhecido que ele foi realmente transformador.
Escrevo aqui crônicas que são como um diário. Aproveito o fato do dia – neste caso o encontro em Canela – para contar algo que vivi e com o que aprendi na estrada política que percorri. Alguém me perguntou lá atrás de tinha valido a pena governar, já que os custos cobrados foram evidentemente muito altos. Respondi que sim. Ilustro agora um fato, com foto e vídeo https://www.youtube.com/watch?v=JYN_-ady5zs na série Além do Arco Iris que inicio. Conto a inauguração da ERS 471 que construímos do começo ao fim em 2 anos de governo, feita integralmente por recursos nossos, do estado do déficit zero, já que nada recebíamos do governo central interessado em fazer nosso sucessor às custas de um possível não fazer. Ou melhor, do não deixar fazer. Honrando nosso lema coragem para fazer, fizemos.
Os principais responsáveis pela 471 foram o Secretário de Infraestrutura Daniel Andrade, o diretor do DAER Vicente Britto Pereira - conhecido como “Papai Noel das estradas” pelas vastas cabeleira e barba brancas, e o Secretário da Fazenda Ricardo Englert. Eles me acompanharam na inauguração quando quis dirigir um conversível cedido para a ocasião, lembrando do histórico vídeo de Eric Clapton dirigindo um conversível como motorista de B.B. King, este sentado bem folgado no banco traseiro. Como sentou o Papai Noel das estradas. Quis que o ritual de inauguração fosse à minha maneira, com alegria e alguma arte, com o nosso governo terminando o seu período. Foi em 16 de dezembro de 2010, e estava lá a estrada, completa. A festa tinha que ser à altura do feito. Conseguimos em tempo, como há décadas não era feito, e com a qualidade que exigíamos. Curtam, como curtimos então. Fazer é importante, e celebrar é preciso. Valeu.
Figura 1: Com Enio Machado, inauguração da ERS
471
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