MEU PAI FRANCISCO RORATO: AS FAMÍLIAS MINEIRA E PAULISTA

Da Série Tributo a meu pai (II)

02 de Abril de 2026


Sou neta de avôs imigrantes italianos, Giuseppe Rorato, e Gofredo Maresti. Minha cidadania italiana ganhei graças aos documentos da família Maresti de minha mãe, filha do imigrante italiano Giusepe Maresti e da imigrante portuguesa Conceição, o ramo paulista da minha família. Sobre minha mãe Sylvia prestarei meu tributo em outra série. A partir de Francisco e Sylvia escrevo minha história de descendente de italianos imigrantes, assim como é a história outros milhões de italianos no Brasil. 

Documentos da história e do perfil de Francisco coloquei em postagem anterior. Nascido em Guaxima, Minas Gerais, meu pai é filho de Giuseppe Rorato, imigrante italiano precocemente falecido, e de Angelina Gatto, uma brasileira também descendente de imigrantes italianos. Angelina era belíssima, e foi de quem Francisco e minha irmã Yara herdaram os traços. Tiveram juntos dois filhos, Francisco e Rosalina. Viúva muito cedo, minha avó Angelina casou-se com Filippo Cattani e tiveram mais 9 filhos. Na foto abaixo (Figura 1) está a família mineira, à qual pertenço por parte da vó Angelina. A descendência de meu pai, para completar a árvore genealógia da família Rorato-Cattani, está na Nota abaixo. 

José (Giuseppe) Rorato, pai de Francisco, faleceu muito cedo, perdendo-se parte da sua história. Sobre os demais imigrantes da família Rorato que se estabeleceram na Quarta Colônia, iniciada em Faxinal do Soturno, no Rio Grande do Sul, há farto registro realizado pelos nossos parentes gaúchos, assim como vem sendo feito por outros familiares e pesquisadores por todo o Brasi, onde vive a maior colônia de italianos do mundo. No Rio Grande do Sul, celebrando os 250 anos de imigração italiana, ganhamos recentemente em Porto Alegre o belíssimo mural Madre produzido pelo ativo consulado local (Figura 2) e inaugurado pelo cônsul-geral e pelo embaixador da Itália no Brasil.

 

 Figura 1: Família de Angelina Gatto e filhos, 2 Rorato e 9 Cattani

Filippo Cattani, pai dos nove meio-irmãos de Francisco Rorato, nasceu em Porto Novo, distrito de Medicina, província Bolonha, em 05 de julho de 1890. Prestou o serviço militar e lutou na Guerra Ítalo-Turca. Emigrou para o Brasil, pelo Porto de Santos em 1914, indo trabalhar em uma fazenda de café em Ribeirão Preto-SP. Seguiu para trabalhar em Igarapava na construção da ponte de Delta. Em seguida foi para Minas, percorrendo as fazendas da região como fotógrafo. Na região de Igaçaba, São Paulo, conheceu a jovem viúva Angelina Gatto, nascida em 07novembro de 1894, já com dois filhos pequenos, Francisco e Rosalina. Casaram-se em 12 de abril de 1917 na cidade de Pedregulho, São Paulo. Dessa união nasceram mais 9 filhos. São filhos de Angelina: Francisco, Rosalina, Iolanda, Afonsina, Maria, Octávio, Lourdes, Judith, Daltro, Isaura e Bernadete. A família fixou residência em Guaxima, distrito de Conquista, no estado de Minas Gerais criando seus onze filhos, reconhecidos pelo caráter, educação e respeito à família. Por volta de 1963, o casal mudou-se para Uberaba, onde viveram até seus últimos anos de vida. Filippo morreu em 19 de dezembro de 1969, aos 79 anos de idade e Angelina em 18 de março de 1975, aos 81 anos. 

Francisco Rorato, jornalista, nascido em Guaxima, Minas Gerais, mudou-se jovem para São Paulo e casou-se com a paulistana Sylvia Maresti. Esportistas, ela jogou basquete e fez remo no Palestra Itália (Palmeiras), e ele praticou futebol, em Minas, e bocha em São Paulo, no clube Banespa. Casaram-se, logo tiveram seus seis filhos. Trabalhou como gerente do Laboratório Humanitas, até se tornar sócio de uma pequena empresa. Ela cuidou dos filhos nascidos no espaço de 8 anos. Marília, Yara, Percival e Yeda nasceram em São Paulo, e Lupércio e Thais em Belo Horizonte. Francisco Rorato foi um reconhecido homem de vida pública, participando da Maçonaria, Grão Mestre em dois mandatos, sendo referência de probidade e eficiência. Sua biblioteca pessoal, da qual muito bebi no escritório da casa da Rua Pedro de Toledo em que moramos em São Paulo, mostrava seu eclético gosto de ler, escrever e conhecer. Com suas visitas a Uberaba, valorizando a convivência com sua família voltava, como ele dizia, revigorado. Da união entre Franciso e Sylvia formou-se uma grande descendência (Nota).


                                                      Figura 2: Mural Madre

Praticando o valor que sempre deu à história e o faz uma referência nacional, fazia um registro em álbúm para cada filho desde seu nascimento. Do meu, selecionei algumas fotos, que reproduzo abaixo.

                                                   Figura 3: Francisco e Sylvia

            
Figura 3: Francisco Rorato

                                                  Figura 4: Indo para Belo Horizonte



                                            Figura 4: Do meu álbum, por Francisco



(Segue)

Nota: Parte da descendência de Francisco Rorato

1

Francisco Rorato

26/07/2011

2

Sylvia Rorato

Esposa

05/12/2014

3

Marilia Rorato Wehba

Filha

03/04/2040

4

Amal Wehba

Genro

17/05/2037

5

Luciana Wehba

Neta

04/07/1967

6

Alexandre Fragata

Genro Marilia

18/02/1976

7

Bárbara Wehba Fragata

Bisneta

22/10/2005

8

Vivian Wehba Bruna

Neta

16/09/1963

9

Mauricio Bruna

Genro Marilia

11/08/1971

10

Julio Wehba Bruna

Bisneto

11

Lara Wehba Bruna

Bisneto

12

Marcos Wehba

Neto

02/07/1969

13

Luciana Pini Sapata Wehba

Nora Marilia

20/06/1970

14

Pedro Sapata Wehba

Bisneto

13/05/1992

15

Marcelo Sapata Wehba

Bisneto

09/01/1995

16

Mariana Sapata Wehba

Bisneto

17/09/1999

17

Cristina Wehba

Neta

13/04/1976

18

Yara Rorato

Filha

18/07/2041

19

Adriana Rorato Magini

Neta

26/03/1966

20

Camila Magini da Costa

Bisneta

30/03/1993

21

Cristiano Magini  (85) 32620818

Neto

30/04/1967

22

Kátia Karam

Nora Yara

25/05/1971

23

Luana Karam Magini

Bisneta

02/12/2000

24

Márcio Magini  (16) 2724598

Neto

04/05/1974

25

Percival Rorato

Filho

20/01/2043

26

Yeda Rorato Crusius

Filha

26/07/2044

27

Carlos Augusto Crusius

Genro

18/05/2045

28

César Augusto Rorato Crusius

Neto

31/12/1970

29

Cristina Weigert

Nora Yeda

16/03/1970

30

Helena Weigert Crusius

Bisneta

07/04/1999

31

Victoria Weigert Crusius

Bisneta

22/03/2005

32

Tarsila Rorato Crusius

Neta

22/01/1974

33

João Guilherme

Bisneto

16/09/1974

34

Vinicius Crusius

Bisneto

04/01/1994

35

Lupércio Rorato

Filho

25/10/2045

36

Helenice Resende de Nazareth

Nora Rorato

19/08/2036

37

Alethea Rorato

Bisneta

03/08/1974

38

Amanda Rorato

Bisneta

05/06/1978

39

Adalberto Souza Nazareth

Bisneto

03/05/1966

40

Flavia Lima Resende Nazareth

Nora Lupercio

08/01/

41

Isabela Lima R. Nazareth

Tataraneta

08/10/

42

Andrea Resende de Sousa Nazareth

Bisneta

03/05/1966

43

Gabriela Nazareth Fernandes

Tataraneta

20/04/1986

44

Raphael Nazareth Leite

Tataraneto

20/06/1993

45

Luana Nazareth Henk

Tataraneta

30/10/

46

Alex Rorato

Bisneto

04/03/1976

47

Carolina Costa Fernandes Rorato

Nora Lupercio

29/04/

48

Vinicius Costa Fernandes Rorato

Tataraneto

25/01/

49

Julia Costa Fernandes Rorato

Tataraneta

25/01/

50

Thais Rorato

Filha

28/03/2047

51

Ana Carolina Rorato de Oliveira

Neta

24/08/1970

52

Don Francesco de Olivera Danino

Bisneto

06/03/1994

53

Juliana Rorato de Oliveira

Neta

31/10/1973





Comentários

  1. Yeda, querida, sua crônica é uma verdadeira ode à vida de um homem exemplar. Ao ler, senti a presença forte e serena do seu pai - um homem culto, que cultivou o saber e espalhou conhecimento com generosidade. Cada palavra sua é como uma luz acesa, iluminando não só sua história pessoal, mas também o legado de integridade, sabedoria e fraternidade que ele deixou. É impossível não perceber o impacto de um homem que, além de pai, foi um verdadeiro irmão na maçonaria, guiando e inspirando aqueles ao seu redor com princípios sólidos e um coração atento. Você conseguiu traduzir essa grandiosidade em detalhes delicados, mostrando que sua vida não foi apenas vivida, mas dedicada a fazer o bem, a ensinar e a construir pontes de respeito e amizade. Parabéns por transformar lembrança em luz, saudade em palavra, e amor em legado. Abraço.

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    1. Carísima, escrever é, além de uma arte, terapia. Ao colocar para fora nos escritos um pouco do que coloco para dentro em leituras, conversas, , análises, introspecção, abro meu coração e minha cabeça para receber mais e sempre. Obrigada pelo comentário precioso.

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