PÁSCOA, RITUAIS E TRIBUTOS
5 DE
ABRIL DE 2026
Domingo de
Páscoa
Os tributos são um tipo de homenagem feita em reconhecimento ao trabalho de uma pessoa e de celebridades como artistas. Tributos também são feitos em memória de pessoas com a memória de acontecimentos da vida da pessoa tributada.
A memória levanta emoções quando organizamos arquivos pessoais para reduzi-los como quando mudamos da casa grande para este apartamento
bem menor. Aproveito para fazer tributos, como os
que presto a meu pai, a minha mãe, amigas e
pessoas públicas. Além de ser uma terapia é um registro para os que por eles se interessam nas novas gerações.
É Páscoa, sempre mudança de estação. A data é celebrada de modo diferente pelas várias culturas, cada qual com sua história, religião e costumes populares reproduzindo símbolos para uma das datas mais importantes do calendário mundial. A tradição de pintar ovos é comum em várias delas, assim como presentear com ovos de chocolate, acordar pela manhã as crianças para procurar os ninhos com doces e chocolates, pintar o piso das casas com patinhas de coelhinhos pelo chão, com origem milenar. A passagem é parte do calendário de todas as religiões também.
O pessach (passagem, travessia), data do calendário judaico, está relacionado à passagem da
escravidão para a liberdade como fez Moisés ao libertar o seu povo. Já
o ovo é símbolo de renascimento desde tempos imemoriais, com registros desde a
China e a Pérsia, comemorando a mudança de estação - o equinócio da primavera lá,
o de outono no hemisfério sul. Uma teoria relaciona a deusa da mitologia germânica,
Ostara (Eostre), ao costume do coelhinho: ela teria transformado um pássaro em
coelho para divertir as crianças, mas o pássaro desejou voltar à sua forma
original e agradeceu à deusa presenteando-a com alguns ovos coloridos.
Figura 1: deusa Ostara
A passagem do tempo é vida manifesta em rituais nas mudanças de estação, no outono para nós do hemisfério sul com seu primeiro friozinho após um verão longo e sufocante, e na chegada da primavera para os habitantes do hemisfério norte. Na Califórnia registrei no dia de nascimento da minha neta Helena a beleza da lua cheia de Páscoa com a primeira máquina de fotografia digital que tive. No México os dias de Semana Santa são considerados uma oportunidade para se purificar do mal, e pratica-se a “queima de Judas”, discípulo de Jesus que o traiu em troca de 30 moedas de prata, no sábado de Aleluia. Da Grécia herdamos a tradição de pintar ovos de vermelho representado o sangue de Cristo e a Ressurreição, enfeite para cestas de Páscoa e árvores em cidades como Pouso Novo (RS).
Em Passo Fundo (RS), cidade em que parte dos Crusius se estabeleceu a matriarca, minha sogra Maria Fialho Crusius, pintava os ovos da tradição e organizava a reunião de família na casa em frente à praça da Igreja onde era feita a celebração da Semana Santa do bairro. Em Porto Alegre (RS) é tradição subir os morros para colher macela, como colhíamos também ao longo da BR 386 que nos leva a Passo Fundo. Em Rio Grande (RS) assisti a mais linda representação da Paixão de Cristo em procissão artística da Catedral até o porto e seus armazéns. Vi surgir no mar uma enorme lua cheia amarela de Páscoa.
Foi a partir de registros mantidos como um ritual por pessoas e instituições de gerações anteriores que conquistamos a nossa cidadania italiana, agora
mais difícil depois das mudanças políticas aprovadas pelo Congresso Nacional da
Itália. Registros são valiosos para além da História. São base da definição de
direitos e obrigações para além das memórias. Afinal, desde sempre as pessoas
buscam suas origens, por mais remotas que sejam, para saber o que são, de onde vêm, e assim se conhecerem melhor. A
elas.
Aqui registro, também esses tributos.
https://yeda2024.blogspot.com/2026/04/sylvia-maresti-rorato-as-artes-de-minha.html
https://yeda2024.blogspot.com/2026/04/comissao-de-festa-familia-cattani.html
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