CALENDÁRIOS E AGENDAS

DA SÉRIE PLANEJAMENTO DEMOCRÁTICO (IV)

02 DE FEVEREIRO DE 2025

 Viro a folhinha do calendário que tenho em papel. É segunda feira, feriado em Porto Alegre, e uma multidão acorre à tradicional Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes na beira do Guaíba e, em barcos, nele. Para muitos, é o dia de fazer oferendas a Iemanjá. Diferentes culturas para celebrar as águas.

 

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      Figura 1                          Figura 2                           Figura 3

agenda para programar a semana é isso, um planejamento para organizar a vida como ela é, e como a desejamos (Figura 1). Empresas e organizações, neste ano eleitoral, desenham sua Agenda Política 2026 propondo ações e apoios a objetivos e avanços para o país e para o estado. Nas agendas públicas, objetivos e metas a serem conquistadas no horizonte de planejamento são bem vindos.

Produzi várias agendas públicas na vida profissional. A última produzi em 2022 enquanto presidia o PSDB Mulher (Figura 2), com compromissos e apoios para guiar as candidatas na jornada daquele ano. No modo democrático de construção de consensos, reuni candidatas e assessores das cinco regiões do país, com suas sugestões plurais e diversas (Figura 2). Já a ONU tem produzido agendas mundiais de cooperação ao longo do tempo. A última, completada em 2015 com objetivos e metas para 2030, tem 17 ODSs -Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, orientando inclusive agências de financiamento para apoiar projetos que com eles se comprometam, os países signatários como o Brasil inclusive (Figura 3). Na crise global que vivemos, e com a aceleração das mudanças políticas e tecnológicas, ela já se tornou disfuncional. Os espaços vazios que a falta de uma nova agenda mundial abre têm sido ocupados pelos extremos políticos. Em todo o mundo.

Começa 2026, ano de fazer política para além de partidos, e o faço participando de grupos que estão empenhados em produzir uma agenda política em projeto suprapartidário, e buscando candidatos que se comprometam a conduzir as mudanças necessárias para romper com essa trajetória de crise global, crise que alimenta os extremos políticos. Por isso saúdo as iniciativas que estão sendo divulgadas propondo políticas de Estado, para além de governos, com compromissos que os atores econômicos e políticos terão a responsabilidade de conduzir a partir de 2026. O Brasil precisa muito dessa guinada.

Em meio ao noticiário com fatos negativos que se sucedem em contínua, ampliada e acelerada marcha, entidades assumem sua responsabilidade apresentando propostas para 2026 em diante. Algumas iniciativas foram divulgadas nesta semana. O Manifesto Empreendedor 2026, assinado por diversas entidades, vai ser levado aos candidatos nestas eleições. O Manifesto apresenta 12 eixos de ações, propostos a partir de debates plurais realizados durante 2025, num esforço para criação de convergências em torno de políticas para o estado.  O Jornal do Comércio promoveu um debate para o lançamento do seu inovador Anuário de Investimentos do RS 2025 com dados de todos os projetos realizados e a realizar no RS. O Conselho de Presidentes do Instituto Caldeira promoveu reunião, para a qual fui honrosamente convidada, para debater dentro do seu horizonte de planejamento as perspectivas de mudança neste ano eleitoral de 2026.

Há muito a fazer, e urgência na ação. Ao trabalho.

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